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CASCADE

2015

HD, colour, no sound, 10'00''
2568 x 720

nomeações: finalista da Temps d'Images LOOPS.LISBOA







: exposições :
CITEMOR, 2016, Montemor-o-Velho, PORTUGAL
Walk&Talk Azores, 2016, Azores, PORTUGAL
Fifties Art Gallery, 2016, Mexico City, MEXICO
MNAC: Museu Nacional de Arte Contemporânea, 2015, Lisbon, PORTUGAL

"Cascade" (2015), destacou-se pela sua "enorme plasticidade e rigor visual, através de uma utilização da alternância de representação, recorrendo a processos técnicos de manipulação da imagem que evocam uma reinterpretação do `fade`". Público


Esta obra não é apenas um loop mas uma peça que, através da repetição, entrega-se a uma forma de mudança. A memória da repetição estando ligada à iteração de uma ação num curto espaço de tempo é aqui contrariada pois a peça vive num longo questionamento temporal. Desta forma tende a não se mecanizar sob o exercício da repetição, e o espectador ao confrontar os loops deparar-se-á com certos detalhes de que não se tinha apercebido anteriormente. É do bloco de pedra que nasce o ideal físico da perfeição onde o processo de remoção dá lugar à forma e com ele vem o reflexo do nosso imaginário, um espelho idealista da nossa carne. A criação e a sua ausência vivem sob a forma de poeira, que une este paralelismo antagónico, o elemento basilar para o decorrer da ação onde os corpos nascem e se compõem através dela. A impenetrabilidade dos corpos leva-os ao anulamento mútuo mas mantendo sempre a sua presença anímica, mesmo não vendo a sua verdadeira forma corpórea sabemos que está lá, pois, ao que antes fora apenas um bloco, ao longo da peça, atribuímos um rosto e uma identidade. E no espaço, o espectador, é apenas o testemunho de um fenómeno.





Direcção e concepção: João Pedro Fonseca
Performer esquerda: Inês Apolinário
Performer direita: Fábio Faustino
Assistente: Maurício Santos

Lisboa, Portugal
Lisboa, Portugal